sexta-feira, 23 de outubro de 2009

80 Mulheres Famosas com mais de 80 anos

Segundo Maria Luisa V. Paiva Boléo, as mulheres no mundo ocidental, vivem mais tempo que os homens, assim o afirmam as estatísticas. Numa sociedade que ainda não soube rentabilizar a sabedoria dos mais velhos, esta é uma boa ocasião para apresentar 80 mulheres com 80 anos ou mais, que deixaram a sua marca na história dos povos. Privilegiámos as portuguesas. Espante-se com a diversidade de actividades que tiveram ou têm, desde os Nobel da Medicina e da Paz, à fotografia, meteorologia, teatro, literatura, desporto, política, moda, música e tudo o mais.

Abaixo a lista das 80 mulheres:

1 - Guiomar Vilhena

2 - Dame Helvétius
3 - Marie-Geneviève Arconville
4 - D. Maria I
5 - Anna Seymour Damer
6 - Marquesa de Alorna
7 - Luísa Todi
8 - E. Vigée-Lebrun
9 - Veuve Clicquot
10 - A Ferreirinha
11 - Carlota Grisi
12 - Victoria Windsor
13 - Florence Nightingale
14 - Eugenia Montijo
15 - Juliette Adam
16 - Cosima Liszt Wagner
17 - Mary Cassat
18 - Amélia Cardia
19 - Minerva Chapman
20 - Selma Lagerlöf
21 - Emily Greene Balch
22 - A Bela Otero
23 - Palmira Bastos
24 - Maria Montessori
25 - M. Bárbara Júdice Costa
26 - Elisabeth Arden
27 - Lise Meitner
28 - Mae West
29 - Elaine Sanceau
30 - Anna Vasilichia Aslan
31 - G. Orange-Nassau
32 - Coco Chanel
33 - Sónia Delaunay
34 - Nair de Teffé (Rian)
35 - Georgia O Keefe
36 - Clara Campoamor
37 - Lote Lehmann
38 - Irene Lisboa
39 - Elvira Velez
40 - Maria Lamas
41 - Elena Diakova (Gala)
42 - Marta Graham
43 - Dolores Ibárruri
44 - Anna Freud
45 - Helena Roque Gameiro
46 - Amélia Rey Colaço
47 - Sara Afonso
48 - Louise Nevelson
49 - M. Fernanda Castro
50 - Emília Roque Gameiro
51 - Marlene Dietrich
52 - Isabel Bishop
53 - Leni Riefenstahl
54 - Claudette Colbert
55 - Marguerite Yourcenar
56 - María Zambrano
57 - Elina Guimarães
58 - Maria Keil
59 - Greta Garbo
60 - Helen Willis Moody
61 - Beatriz Costa
62 - Leonor Fini
63 - Cesina Bermudes
64 - M. Helena Vieira da Silva
65 - Rita Levi-Montalcini
66 - Madre Teresa de Calcutá
67 - Louise Bourgeois
68 - Ilse Losa
69 - Titina Maseli
70 - Françoise Giroud
71 - Gertrude Ellion
72 - Ilda Machado
73 - Doris Lessing
74 - Sophia Andresen
75 - Betty Friedan
76 - M. Agustina Bessa-Luís
77 - Carmen Dolores
78 - Victoria de Los Ángeles
79 - M. Antonieta Macciocchi
80 - Milu

Para saber mais sobre essas grandes mulheres acesse -  http://www.leme.pt/biografias/80mulheres/

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Cresce o número de mulheres empreendedoras

Escrito por Larissa Leiros Baroni

Mais de 52% dos novos empreendimentos estão em mãos femininas.

Se as mulheres já conquistam espaço desde a década de 60 e disputam oportunidades no mundo corporativo com os homens, elas passaram a desbravar também outras possibilidades. Segundo institutos de pesquisa nacionais e internacionais ligados ao empreendedorismo, as mulheres já começam a empreender mais. No Brasil, dados do GEM 2007 (Global Entrepreneurship Monitor), estudo do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) e do IBQP (Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade), apontam que, pela primeira vez, 52,4% dos novos negócios (com até 42 meses de criação) estão sob controle de mãos femininas.



O resultado da pesquisa indica um grande salto da presença das mulheres na população empreendedora do país e caracteriza uma mudança histórica, já que os homens sempre lideraram o ranking. Em 2001, por exemplo, eles representavam 71% e, em 2006, houve uma queda para 56,2%. Já em 2007, de cada 100 brasileiras, aproximadamente 13 estavam envolvidas em atividades empresariais. Estes índices colocaram o Brasil na sétima posição do ranking mundial de empreendedoras, composto por 42 países, com 7,7 milhões de mulheres à frente de negócios. (Clique e confira a lista completa de países e suas posições).



Para traçar esse perfil, o GEM Brasil realizou um levantamento domiciliar junto à população brasileira de 18 a 64 anos. "Nesta edição, utilizamos uma mostra representativa de 2.000 pessoas. Cada um dos representantes respondeu um formulário composto por cerca de 100 questões abertas e fechadas", explica a coordenadora do estudo, Simara Greco.



Também foram realizadas entrevistas com 36 especialistas em empreendedorismo para identificar fatores que auxiliam ou dificultam a atividade empreendedora no país. O estudo complementou suas informações com dados de instituições nacionais, como o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o Ministérios do Trabalho, o Ministério da Educação, além de institutos internacionais como o Fundo Monetário Internacional e a Unesco (Organização das Nações Unidas para a educação, a ciência e a cultura). "Procedimentos similares foram adotados pelos outros 41 países, que integram o projeto GEM", diz Simara.



Para o professor de empreendedorismo do IBMEC São Paulo Dirk Thomaz Schwenkow, o aumento da participação das mulheres à frente dos negócios já era de se esperar, até porque elas já se destacavam no mundo acadêmico e no mercado de trabalho. "Esse foi um movimento natural do desenvolvimento feminino e das mudanças sociais do século XXI. Hoje, esse fenômeno é uma tendência internacional", aponta ele. No ranking mundial elaborado pelo GEM, à frente do Brasil com (12,7%), por exemplo, estão Peru (26,6%), Tailândia (25,95%), Colômbia (18,77%), Venezuela (16,81%), República Dominicana (14,5%) e China (13,47%).



No entanto, o professor de empreendedorismo e inovação da FGV-SP (Fundação Getúlio Vargas de São Paulo), Tales Andreassi, acredita que ainda é muito cedo para dizer que esse avanço feminino é uma tendência. "É a primeira vez que as mulheres saem na frente dos homens. Pode ser que isso não venha a se repetir nos próximos estudos, já que o resultado da pesquisa pode ser o reflexo de uma ação momentânea", alerta.



Necessidade ou oportunidade?







Sendo ou não uma tendência, os principais motivos que atraem as mulheres para o mundo do empreendedorismo ainda giram em torno das necessidades financeiras. De acordo com a pesquisa, apenas 37% das empreendedoras investem num negócio para aproveitar uma oportunidade de mercado, contra 63% que vislumbram o sustento. Entre os homens os percentuais são bem distintos: 64% abrem um negócio para aproveitar um nicho de mercado, em relação aos 38% restantes que o fazem por necessidade.



Na opinião de Simara Greco, os empreendimentos por necessidade são mais freqüentes entre as mulheres porque muitas delas precisam conciliar as atividades domésticas e o cuidado com o negócio. "Por ser uma atividade mais flexível, o empreendimento se torna uma atividade secundária para elas e uma forma de complementar a renda", afirma. Simara ressalta, ainda, a forte presença das mulheres como chefes de família. "Elas também são responsáveis pelo sustento da família e vêem no empreendedorismo mais uma possibilidade de complementar a renda", acrescenta.



Outro motivo que tem levado o sexo feminino a empreender mais é a discriminação salarial do mercado de trabalho. Basta analisar os resultados do estudo divulgado pelo IBGE, em março deste ano, com base na Pesquisa Mensal de Emprego das seis principais regiões metropolitanas brasileiras. Segundo o levantamento, as mulheres recebem, em média, 30% menos do que os homens. "Por isso, a opção pelo empreendedorismo tem sido uma saída para elas buscarem melhores resultados financeiros", aposta Schwenkow.



O fato de as mulheres estudarem mais, como aponta o GEM Brasil 2007 - 60% têm 11 anos ou mais de estudo, enquanto entre os homens o índice é de 52% -, também se reflete no aumento do índice do empreendedorismo feminino. "Apesar de a maioria delas ainda não ter o Ensino Superior, elas estão mais preparadas educacionalmente do que os homens", acredita Simara.



Para Tales o sucesso da mulher no mundo empreendedor também está relacionado à maior liberdade que ela tem em arriscar. "Por ter menos a perder e por ser menos cobrada pela sociedade, as brasileiras se sentem mais livres para correr riscos", relata. No caso dos homens, o professor afirma que a cobrança social tem um peso maior. "Muitos deles são chefes de família e pensam duas vezes antes de sair do emprego para tentar algo novo", compara o professor.
Segundo especialistas, algumas características femininas, inclusive, se sobressaem às masculinas e favorecem o espírito empreendedor. "As mulheres são mais intuitivas, preocupadas com o cliente, flexíveis, além de terem um relacionamento interpessoal melhor, nível de confiança maior e poder de comunicação mais eficaz. Os próprios estudos internacionais comprovam isso. Esses fatores, obviamente, são um diferencial favorável a elas", enfatiza o professor do IBMEC São Paulo.



O assessor da diretoria técnica do Sebrae - SP, Renato Fonseca de Andrade, afirma que, embora as mulheres do Brasil empreendam mais por uma questão de necessidade, elas têm um grande potencial para empreender por oportunidade. "Quanto mais o país se desenvolver, mais o sexo feminino terá a oportunidade de ingressar no empreendedorismo para atender um nicho de mercado. Isso é uma questão de tempo", arrisca o consultor.
Sobrevivência no mercado



Apesar de a mulher ter superado a participação do homem nos empreendimentos de estágio nascente e nos empreendimentos novos, ela permanece em desvantagem quando o assunto é negócio estabelecido, ou seja, empreendimentos com mais de 42 meses de criação. O GEM Brasil 2007 identificou que o sexo feminino tem apenas 38% de participação, contra 62% do masculino. Para Andrade, há duas hipóteses que podem explicar o fato.



"A primeira está relacionada ao fato de que elas não conseguem transformar seu empreendimento em uma atividade consolidada e, portanto, suas empresas fecham as portas. A segunda hipótese é que, por ser recente seu ingresso no universo do empreendedorismo, ainda não houve tempo para seus empreendimentos se consolidarem", explica. Segundo Andrade, estas possibilidades só serão comprovadas nas próximas edições da pesquisa.



Quem são e onde estão essas mulheres?




A presença da mulher no empreendedorismo está tradicionalmente relacionada às áreas que envolvem o universo feminino, tais como alimentação, estética, beleza e moda. Os dados do GEM 2007 apontam que 37% das empreendedoras brasileiras estão inseridas no comércio varejista - artigos de vestuário e complementos - 27% delas na indústria de transformação - confecções, fabricação de produtos alimentícios, fabricação de malas, bolsas - e 14% nas atividades de alojamento e alimentação.



A empresária Gracinete Telles, 48 anos, ganhadora da final regional do Rio de Janeiro do Prêmio Sebrae Mulher de Negócios 2007 na categoria Proprietárias de Micro e Pequenas Empresas, é um destes exemplos. A carioca investiu no sonho de criança e hoje é dona de uma rede de padarias na Baixada Fluminense. "Venho de uma família muito pobre em que o pão era considerado artigo de luxo. A presença dele em nossa mesa se restringia a ocasiões especiais", lembra. A paixão pelo pão e as visitas mensais à padaria, como acompanhante de sua avó para o pagamento do aluguel, fizeram Gracinete sonhar com a idéia de ter sua própria padaria. "Aquela vitrine cheia de coisas gostosas enchia meus olhos. Acreditava que o dono daquele estabelecimento era rico e gostaria de ser igual a ele", explica.



O caminho empreendedor de Gracinete começou em 1996, quando entrou como sócia do bar do cunhado, que também vendia pão. "Na época, o único bem que eu tinha era um fusca. Precisei me desfazer dele para dar o primeiro passo", conta. Depois de quebrar a cabeça várias vezes e de freqüentar diversos cursos técnicos, a empresária conseguiu, além de comprar a ação dos antigos sócios, construir outras duas padarias. Atualmente, Gracinete tem o seu trabalho reconhecido e coleciona prêmios pela qualidade do atendimento prestado. "Os estudos e a minha perseverança foram os principais responsáveis por meu sucesso", garante.



Há muitas mulheres, no entanto, que não se prendem às áreas tradicionalmente exploradas pelo universo feminino. Elas ousam ir além, e obtêm sucesso mesmo assim. Este é o caso da farmacêutica Liliamaura Gonçalves de Lima, 42 anos, que decidiu abandonar o registro em carteira para tornar-se dona do próprio negócio. "A doença do meu pai contribuiu para que eu apressasse essa decisão, já que abrir uma Farmácia fazia parte dos meus planos desde a minha formação, em 1989", afirma.



A experiência e as economias conquistadas durante os quatro anos de trabalho no antigo emprego contribuíram para que Liliamaura pudesse dar seus primeiros passos como empreendedora. "Em São José do Rio Preto, o mercado de Farmácia de Manipulação era concorrido e não estava em expansão. Para conquistar mercado precisava de um diferencial. Foi então que decidi estabelecer parcerias com médicos das mais diversas especialidades para que eles conhecessem meu produto e indicassem minha empresa", explica. Atualmente, a empresária possui três farmácias de manipulação no interior paulista e emprega 28 funcionários. Liliamaura é a vencedora do final regional de São Paulo, do Prêmio Sebrae Mulher de Negócios 2007.



Assim como Gracinete, Liliamaura atribui o sucesso de seu negócio à sua força de vontade e, principalmente, aos seus conhecimentos técnicos e administrativos. "Inicialmente, acreditava que só os conhecimentos técnicos adquiridos na universidade e na minha trajetória profissional seriam suficientes para levar o empreendimento adiante. Logo na primeira auditoria da minha empresa, percebi que estava enganada", relata. Para a empresária, os conhecimentos administrativos são fundamentais para manter uma empresa viva, independente de sua área de atuação. "Para conseguir desenvolver um negócio de forma plena é preciso investir pesado em conhecimento. Essa é uma herança que ninguém pode tirar de você e que sempre será valiosa", finaliza.






Mesmo com as mudanças culturais e sociais do século XXI, as mulheres ainda enfrentam uma série de preconceitos, principalmente quando estão à frente de um negócio. Para o professor de empreendedorismo do IBMEC São Paulo Dirk Thomaz Schwenkow, isso acontece, ainda que em pequena escala, porque a sociedade brasileira ainda é muito conservadora. "É como o próprio ditado popular diz: 'por trás de um homem de sucesso sempre existe uma grande mulher, mas por trás de uma mulher de sucesso, há três ou quatro homens tentando prejudicá-la'", exemplifica.




A empresária Gracinete Telles, 48 anos, (na foto à direita) confessa ter tido de enfrentar muitas piadas machistas para ingressar na área de panificação, um setor tradicionalmente dominado por homens. "Ao decidir entrar nesse mercado, procurei uma formação técnica, já que os conhecimentos que tinha não passavam da visão de amante de pães. Deparei-me com uma câmara climática sem saber do que se tratava, não resisti em perguntar. E um homem respondeu: 'só podia ser mulher, mesmo'", relata. Mas, segundo ela, esses preconceitos bobos nunca a prejudicaram, pelo contrário, só a fizeram crescer mais.






O preconceito também cruzou o caminho da farmacêutica Liliamaura Gonçalves de Lima, 42 anos.(na foto à esquerda) Ao levantar os primeiros tijolos de sua Farmácia de Manipulação, em São José do Rio Preto, a empresária teve de lidar com a 'esperteza' de um dos pedreiros que julgou poder enganá-la por ser mulher e desconhecer os procedimentos de uma obra. "Para que a obra ficasse mais cara, o pedreiro inventou uma infiltração onde não existia. Ele achou que eu era boba e que ia cair nessa", descreve. Assim como em todas as outras situações em que Liliamaura teve de enfrentar o preconceito, ela se impôs e deu certo. "Só existe discriminação para quem quer se fazer de coitado. Segurança, conhecimento e ousadia são peças chaves para prevenir este problema", garante.




Liliamaura acredita muito na aliança entre homem e mulher, mas acredita que para que essa união seja produtiva é preciso deixar os preconceitos de lado. "Ambos têm competências, então por que ao invés de competir entre si, não há uma união em busca do desenvolvimento? Acredito que esse deve ser o caminho do futuro", diz a empresária.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Tendências do Comportamento Gerencial da Mulher Empreendedora

Artigo escrito por Hilka Vier Machado.


RESUMO:

Estudos sobre mulheres empreendedoras têm sido desenvolvidos em diversas partes do mundo. Em geral, caracterizam-se por estudos quantitativos, os quais exploram predominantemente, características de personalidade, barreiras para empreender e razões do sucesso obtido por essas mulheres em seus empreendimentos. Embora autores questionem variações de gênero para o modo de gerenciar, trabalhos continuam apresentando abordagens relativas a distinções de gênero. Nesse sentido pode-se afirmar que a mulher empreendedora têm um estilo gerencial próprio? O objetivo deste estudo é analisar as principais características presentes no modo de gerenciar conduzido por mulheres empreendedoras. Para tanto, utilizou-se a análise documental e os dados foram agrupados nas seguintes categorias de análise: processo decisório e estilo de liderança, postura face ao risco e comportamento financeiro, estilo estratégico e escolhas estratégicas e estrutura organizacional. Os resultados mostram que há uma tendência no comportamento gerencial das mulheres, resumidamente caracterizado por: objetivos claros, estruturas simples, comportamento estratégico inovativo, estilos cooperativos de liderança e grande ênfase em qualidade. Finalmente, elas procuram agradar a todos na organização, como um sentido de " cuidar, tomar conta das pessoas".

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Mulheres empreendedoras: das dificuldades as conquistas no mundo dos negócios.

RESUMO



Diante de um cenário de mudanças tecnológicas, globalização e geração de novas oportunidades no mercado de trabalho, o crescimento do empreeendedorismo feminino se destaca em meio a essas mudanças e inovações. E é isso que esse artigo pretende demonstrar, os motivos pelas quais as mulheres conseguiram ingressar no mercado de trabalho, ocupando cada vez mais espaços, arriscando com “senso conciliatório” para subir os degraus do organograma empresarial e mostrar para todos seus verdadeiros talentos e aptidão para os negócios.


Para ler mais acesse -

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Empreendedorismo Feminino no Setor Tecnológico Brasileiro: Dificuldades e Tendências

Artigo escrito por Eva G. Jonathan

RESUMO:

Este trabalho busca aprofundar a comprensão da dimensão de gênero no contexto do empreendedorismo brasileiro. A análise do discurso de empreendedoras de biotecnologia e de tecnologia de informação revela sua assertividade ao enfrentarem uma grande diversidade de dificuldades. As empreendedoras de alta tecnologia enfatizam problemas relativos ao financiamento de seus negócios, à competição no mercado e à busca de autonomia. Na esfera pessoal, elas vivenciam certa discriminação de gênero e de idade, além do desafio de buscar o equilíbrio entre as demandas pessoais, familiares e profissionais. A busca de qualidade e de crescimento gradual orienta sua forma de gestão empresarial que tende a se caracterizar pelo exercício de uma liderança interativa bem como pela construção de uma rede social fundada em parcerias internas e externas. Os dados são discutidos à luz da literatura sobre empreendedorismo feminino e analisam-se suas implicações para o desenvolvimento nacional.

domingo, 18 de outubro de 2009

Mulheres mais influentes do BRASIL

Na terceira edição do prêmio Mulheres mais Influentes do Brasil, realizado pela revista Forbes, mostra quem são as "poderosas" em vários setores.

Veja relação abaixo:

Agronegócio: Alice Ferreira


Nascida em uma família de criadores, a pecuária não era uma novidade para Alice Maria Barreto Prado Ferreira quando ela começou a administrar a fazenda herdada do sogro. Hoje sua especialidade é o desenvolvimento genético. Seu envolvimento com o gado foi tão grande que logo se viu no meio de outros criadores, na Associação de Criadores de Nelore do Brasil, onde foi primeiro conselheira, depois diretora e agora é presidente.

Cultura: Zélia Gattai

Aos 90 anos, completados em julho, Zélia Gattai, combinando talento, conhecimento e versatilidade artística, foi responsável por dar um novo fôlego para o memorialismo no Brasil. Paulistana de origem italiana, a escritora conheceu seu marido Jorge Amado em 1945, quando trabalharam juntos no movimento pela anistia dos presos políticos.
Quando Jorge perdeu o mandato na Câmara Federal pela declaração de ilegalidade do Partido Comunista, Zélia, já exilada com o marido na então Checoslováquia, começou a fazer fotografias da vida do escritor, publicando a fotobiografia de Jorge Amado Reportagem Incompleta, além de suas memórias em Anarquistas, Graças a Deus, que após 20 anos da primeira edição já obteve mais de 200 mil exemplares vendidos no Brasil.

Infra-Estrutura: Liliane Carneiro Costa

No começo ela não queria trabalhar na Construtora Lider, fundada por seu pai em Belo Horizonte. Graduada em engenharia pela Universidade Federal de Minas Gerais, foi para Zurique fazer o MBA em marketing de negócios e, ao voltar, tentou colocar em prática o que aprendera sobre gestão de negócios. Mas seu pai a convenceu de que ela era o sangue novo que a empresa precisava. Isso foi há 20 anos. Sob sua orientação, a Lider criou o departamento de marketing. A empresa hoje lidera o mercado de construção de apartamentos de alto luxo em Minas Gerais. Liliane também mantém um programa na TV Educativa mineira, onde entrevista empreendedores que falam de suas dificuldades e de seus sucessos.


Economia: Zeina Latif

Essa paulista de Campinas é apaixonada por economia, mais precisamente pela área monetária, que foi o tema de seu doutorado na USP. Depois, pouco a pouco, foi conquistando espaço até se tornar a economista-chefe do ABN Amro Real. Seus outros pares são homens, mas ela diz que isso faz parte da realidade do País e não do sistema bancário. Casada e com um filho de 4 anos, sabe que a decisão de ter profissão e família implica alguns custos, mas decidiu ter os dois.

Educação: Vera da Costa Gissoni

Vera da Costa Gissoni percorreu um grande caminho para se tornar uma das grandes referências no mundo acadêmico. Formada em contabilidade, seu primeiro emprego foi no Grupo Escolar Helena Pena, onde trabalhou por um ano. Já em 1962, se mudou para o Rio de Janeiro, onde aceitou o comando de uma escolinha de um senhor que havia morrido. A "escolinha" cresceu, virou primário, ginásio e hoje se consagra como Universidade Castelo Branco, com mais de 25 mil universitários formados. Vera Gissoni, atualmente chanceler da Universidade, também é representante no Brasil da Unesco e coordenadora do Programa das Escolas Associadas, constituído por cerca de 6,2 mil escolas em todo o mundo.

Esporte: Fernanda Keller

Aos 43 anos de idade, Fernanda Keller mantém a posição de uma das principais triatletas do mundo. Em seus mais de 20 anos de carreira, carrega consigo dezenas de prêmios conquistados: foi campeã seis vezes do Troféu Brasil, esteve entre as dez melhores do mundo por 14 anos, além de ser a única triatleta do mundo a participar de 19 edições consecutivas do Ironman, considerado o maior desafio do triatlo.

Indústria, Comércio & Serviços: Ieda Novaes

A carreira de Ieda Novaes foi marcada por grandes mudanças. Entre 1977 e 1991, era de ouro da publicidade, trabalhou com propaganda e merchandising. Formada em relações públicas na USP e licenciada para dar aula, Ieda participou de grandes projetos, como os livros de receita do Açúcar União, cuja venda passava de 1 milhão de exemplares. Porém, Ieda resolveu mudar seus rumos e trabalhar como consultora de executivos da empresa Mariaca e Associados. Com o sucesso obtido no treinamento em governança corporativa, em 2004 foi convidada para dirigir os negócios da Trevisan, com mais de 16 escritórios regionais e 1.200 pessoas, tornando-se a primeira mulher a ocupar cargo de direção na empresa. A perseverança em acreditar que era capaz tornou-a um dos nomes mais fortes no mercado.

Comunicação: Regina Casé

Entrou no mundo artístico seguindo a carreira do pai, Geraldo Casé, que foi diretor-geral e idealizador do Sítio do Picapau Amarelo, e do seu avô, Ademar Casé, radialista na extinta Rádio Mairink Veiga. Fez teatro amador e foi uma das criadoras do Grupo Asdrúbal. Chegou à Rede Globo trabalhando em programas de humor, como na consagrada TV Pirata, nos anos 80, e depois em novelas. Também dividiu a criação do Programa Legal, que estreou em abril de 1991, com Luís Fernando Guimarães, onde apareceram as primeiras entrevistas com os brasileiros comuns, misturadas a cenas de ficção e muito humor. Hoje, Regina é uma ilha de irreverência e criatividade no cenário da TV brasileira.


Medicina/Saúde: Angelita Habr Gama

Filha de libaneses, Angelita Habr Gama nasceu na Ilha de Marajó, no Pará, e no início da década de 50 decidiu que seria cirurgiã, contrariando a realidade estritamente masculina da época. Já em São Paulo, se graduou pela Faculdade de Medicina da Universidade São Paulo, onde começou como propagandista em laboratórios. Com muita superação, conseguiu alcançar o cargo máximo de professora titular em cirurgia da USP. Também foi a primeira mulher a se tornar membro honorário da Associação Européia de Cirurgia, título que só outros 16 médicos conquistaram. Com mais de 10 mil operações realizadas, Angelita é uma das profissionais mais conceituadas na área médica.


Setor Público: Wilma Motta

Formada em Serviço Social, mãe de duas filhas, Wilma resolveu fazer uma homenagem a seu marido, o ex-ministro das Comunicações Sérgio Motta, falecido em 1998 vítima de um infarto, fundando em 2000 o Instituto Sérgio Motta. A entidade caracterizou-se como um centro de debates da política e da cultura no Brasil. O instituto realiza todos os anos o Prêmio Sérgio Motta de Arte e Tecnologia, que prestigia os projetos profissionais de diversas áreas de atuação. Além de ser vice-presidente do instituto, atualmente ela também participa da vida política, sendo membro da executiva nacional do PSDB, onde integra a comissão de ética do partido.


Design/ Moda: Glória Kalil

Glória Kalil nasceu chique. Glória faz a gente pensar na expressão italiana spezzatura, que significa ter destreza e elegância em tudo, uma atitude de leveza e superioridade mesmo diante do que há de mais complexo e difícil. A empresária trouxe nos anos 70 para o Brasil a marca Fiorucci, um sucesso tão estrondoso que acabou sendo consumido pelas falsificações. Mas, a essa altura, Glória já era referência no setor de moda e passou a atuar como consultora em programas de televisão. Com conhecimento que poucos possuem, se tornou autora dos livros mais vendidos sobre moda e elegância já publicados no Brasil: Chic e Chic Homem. Em 2005 lançou Chicérrimo, com regras de etiqueta e conselhos de bom comportamento para nosso mundo de internet e celulares. Hoje comanda o site Chic, um dos mais importantes do setor.

Decoração/Arquitetura: Paula Mattar

Desde menina, Paula Mattar, 40, sempre gostou muito de desenhar, pois vivia em volta dos desenhos dos irmãos engenheiros. Quando cresceu, esse foi um dos fatores fundamentais para decidir fazer arquitetura. Formada em 1988 pela Mackenzie, começou sua carreira com 20 anos.

Terceiro Setor: Teresa Costa D'Amaral

O Instituto de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência é obra dela, que um dia percebeu que tinha de profissionalizar a sua ajuda voluntária. Tornou-se parceira da Ashoka e criou o instituto que atua em três áreas: mercado de trabalho, esportes e defesa de direitos. Ela foi uma das responsáveis pela criação da Lei número 7.853, que determina que o governo tem a obrigação de prover a cidadania aos deficientes, criminaliza o preconceito e dá ao Ministério Público a obrigação de defender os direitos coletivos do deficiente.

Empreendedorismo: Maria Helena Bastos

Executiva em uma multinacional, um dia Maria Helena decidiu voltar às suas origens. Deixou a empresa e comprou a fazenda de café onde nasceu, na cidade de Dourados (SP). Plantou 750 mil pés e esperou. Isso foi há sete anos. Sua primeira colheita encontrou o preço da saca em queda. Ela esperou, e assim que o preço começou a subir, vendeu sua produção, conseguiu se recapitalizar e lançou o Café Helena, especial, só com os melhores grãos. Ela e o seu café já foram considerados um case de sucesso pela Fundação Getulio Vargas.